Avião com drogas é derrubado por piloto em represa no Amazonas após perseguição da FAB
- Redação

- 10 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Um avião com drogas no Amazonas, vindo da Venezuela, foi atirado pelo próprio piloto na represa de Balbina, em Presidente Figueiredo (AM), após ser perseguido por caças da Força Aérea Brasileira (FAB). A perseguição faz parte de uma operação contra o tráfico aéreo de entorpecentes. Apesar da queda, o piloto conseguiu fugir. Equipes da Polícia Federal (PF) e da FAB apreenderam cerca de 380 kg de skunk encontrados na aeronave submersa.
Detalhes da Interceptação Aérea da FAB
A aeronave, um bimotor modelo Beechcraft 58 Baron, foi detectada pelos radares brasileiros por volta das 9h de quarta-feira (10). Diante da entrada não autorizada no espaço aéreo, caças A-29 Super Tucano foram acionados para interceptar o avião, seguindo os protocolos de policiamento aéreo.
Segundo a FAB, após desobedecer às ordens de pouso, o piloto desceu em direção às copas das árvores e jogou o avião na represa. O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) coordenou a ação em conjunto com a Polícia Federal.
Operação Ágata Ostium e Normas de Policiamento
A interceptação integra a Operação Ágata Ostium, um esforço do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF). As ações de policiamento do espaço aéreo brasileiro seguem um decreto de 2004 que estabelece uma sequência de medidas para aeronaves suspeitas, começando com:
Orientação para pouso: A aeronave é comunicada via rádio ou sinais visuais a pousar em um local seguro.
Disparos de aviso: Se a ordem for ignorada, a aeronave interceptadora pode realizar disparos de advertência para persuadir o piloto.
Disparos contra o alvo: Em último caso, se a aeronave for considerada hostil, é autorizado o disparo direto.
Casos Anteriores de Interceptação
Incidentes como este não são isolados. Em maio, no Pará, dois Super Tucanos da FAB interceptaram um avião que transportava cerca de 200 kg de skunk. A aeronave realizou um pouso forçado e os ocupantes fugiram, incendiando o avião antes da chegada das equipes.
Dados da Força Aérea revelam que, entre 2019 e julho do ano passado, foram interceptadas mais de 4.020 aeronaves sem autorização para voar ou que representavam alguma ameaça. Em 90 desses casos, foi necessário o uso de disparos para forçar o pouso ou desvio de rota. Muitos desses aviões são usados para o tráfico de drogas ou voam em áreas proibidas, como a Terra Indígena Yanomami, afetada por garimpo ilegal.
Com informações de: Jornal de Brasília











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