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Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) Não Aumenta Imposto de Aluguel, Diz Governo

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 29 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O governo federal emitiu um comunicado oficial para desmentir boatos que circulam nas redes sociais sobre o Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB), conhecido como "CPF dos imóveis". A informação de que o novo cadastro seria usado para aumentar impostos sobre aluguéis ou taxar filhos adultos que moram com os pais é falsa, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad.


O CIB foi criado pela Reforma Tributária (promulgada em dezembro de 2023) e possui uma função puramente de inventário, visando unificar dados de cartórios e municípios.


Desmentido Oficial: CIB Não Gera Aumento de Impostos


As mensagens falsas propagam que a nova base de dados permitiria ao governo identificar locações e, consequentemente, elevar a carga tributária. A Secom e a Receita Federal foram enfáticas ao desmentir essa desinformação.


O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, utilizou suas redes sociais para reforçar que o efeito prático do CIB é o contrário:


"O cadastro federal é justamente para diminuir o imposto, não para aumentar, exatamente o contrário do que estão propagando," garantiu Haddad.

Objetivo Real do Cadastro Imobiliário Brasileiro


O CIB tem como função principal dotar o Brasil de um cadastro imobiliário único, garantindo segurança jurídica. Sua finalidade está diretamente ligada à implementação do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA Dual), a partir de 2027.


O governo afirma que a base de dados consolidada facilitará:

  • A implementação da redução de alíquotas prevista na reforma para o setor.

  • O mecanismo de cashback (devolução de imposto) para a população de baixa renda.



Taxação de Filhos Adultos e Locações Residenciais: Esclarecimentos


Além da desinformação sobre o CIB, o governo federal e a Receita desmentiram outros dois pontos cruciais que causaram preocupação:


1. Falsa Taxação de Adultos que Moram com os Pais


O governo reforça que "não há nada nesse sentido; essa hipótese não existe, é fake news sem qualquer fundamento ou lógica". A Receita Federal orienta os cidadãos a desconfiarem de mensagens que visam apenas causar medo e desinformação.


2. Isenções e Regras para Aluguéis


A Reforma Tributária, na verdade, prevê uma simplificação e, em alguns casos, até uma redução da carga tributária sobre locações.


  • Redução de Alíquota: A legislação aprovada estabelece uma redução de alíquota de 70% nas locações, um percentual acima do necessário para manter a carga tributária atual do setor.

  • Isenção para Pessoas Físicas: Locações de até três imóveis por pessoa física, em valor inferior a R$ 240 mil anuais (R$ 20 mil mensais), não terão tributação.

  • Cashback para Baixa Renda: Famílias inquilinas incluídas no Cadastro Único (CadÚnico) terão direito ao cashback (devolução de parte do imposto) em suas contas correntes.


IPTU e ITCMD: Sem Relação com a Reforma Federal


Outro ponto desmentido é a relação da reforma com o Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD).


Haddad explicou que a reforma tributária federal não interfere nestes impostos, pois:

  • IPTU é um imposto municipal. A decisão de aumentar, diminuir ou isentar cabe exclusivamente às prefeituras.

  • ITCMD (sobre heranças e doações) é de competência estadual.



Com informações de: Agência Brasil

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