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Crime organizado na América do Sul: 5 países lançam pacto regional de segurança

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura
Dois jovens caminham entre barreiras de metal em área desértica, observados por um soldado camuflado; montanhas ao fundo.
Foto: REUTERS/Pablo Sanhueza

Em uma reação conjunta ao avanço da violência transnacional, cinco países da América do Sul selaram um acordo estratégico nesta quinta-feira (28), em Santiago, no Chile, para estruturar um plano unificado contra o crime organizado América do Sul. O bloco de cooperação é integrado por Chile, Argentina, Bolívia, Equador e Peru — nações que enfrentam uma escalada na atividade de facções internacionais, como a organização de origem venezuelana Tren de Aragua.


A iniciativa diplomática e de segurança pública foi liderada pelo presidente chileno, José Antonio Kast, cumprindo uma de suas principais plataformas políticas. O tratado prevê uma ofensiva institucional focada no sufocamento financeiro das quadrilhas e no endurecimento da fiscalização de fronteiras.


Os eixos de atuação contra o crime organizado do Compromisso Regional de Santiago


Os chanceleres e ministros da Segurança presentes no encontro definiram a criação imediata de um comitê técnico. Este grupo de trabalho será responsável por desenhar e aplicar protocolos integrados em quatro áreas críticas:


  • Controle de Fronteiras: Fortalecimento da vigilância territorial e moderação de fluxos migratórios irregulares;

  • Inteligência Financeira: Rastreamento de lavagem de dinheiro e bloqueio de ativos ocultos;

  • Cooperação Tributária: Cruzamento de dados fiscais para identificar o financiamento de facções;

  • Compartilhamento de Dados: Troca em tempo real de informações policiais e perfis de lideranças criminosas.


O plano, batizado de Compromisso Regional de Santiago, será apresentado formalmente à Organização dos Estados Americanos (OEA) com o objetivo de atrair novos parceiros continentais para a coalizão.



Radiografia da violência: a crise na região


A urgência do pacto é respaldada por indicadores criminais severos. A América Latina registra hoje uma média de 18 homicídios para cada 100 mil habitantes — o triplo da média global —, sendo que metade dessas mortes violentas possui ligação direta com disputas de facções.


O panorama é especialmente crítico no Equador, que registrou uma explosão de criminalidade em metade de uma década. Mesmo o Chile, historicamente considerado um dos pontos mais seguros do continente, viu seus índices sofrerem mutações devido à interiorização de crimes de alta gravidade, como sequestros.


País / Região

Taxa de Homicídios (por 100 mil habitantes - 2025)

Impacto Recente

Equador

51,0

Alta de 550% em 5 anos; país mais violento da região.

América Latina

18,0

Triplo da média global; 50% dos casos ligados a facções.

Média Mundial

5,6

Parâmetro de referência da Organização das Nações Unidas.

Chile

5,4

Dobro do registrado há dez anos; forte alta na sensação de insegurança.


O comitê interministerial do bloco já possui uma nova reunião agendada. O próximo encontro de cúpula ocorrerá em seis meses, na Argentina, para avaliar os primeiros resultados operacionais das medidas adotadas.


Com informações de: G1

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