Desemprego no Brasil recua para 5,6%, a menor taxa da história desde 2012
- Redação

- 16 de set. de 2025
- 2 min de leitura

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em julho, atingindo o menor índice da série histórica iniciada em 2012. Os dados, divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram uma queda em relação ao trimestre anterior (5,8%) e um cenário de mercado de trabalho aquecido e resiliente. O país registrou, no período, o menor número de pessoas desocupadas desde 2013.
O trimestre também foi marcado por um recorde no número de trabalhadores com carteira assinada, que chegou a 39,1 milhões. O total de pessoas ocupadas atingiu a marca de 102,4 milhões. Segundo o analista da pesquisa, William Kratochwill, os indicadores mostram que as pessoas que deixaram de procurar emprego estão de fato ingressando no mercado de trabalho.
Análise do desemprego e do mercado de trabalho
A pesquisa do IBGE, que visita 211 mil domicílios em todos os estados, considera desocupada a pessoa que, de fato, está procurando uma vaga. A população fora da força de trabalho se manteve estável em 65,6 milhões. Já o número de desalentados, que desistiram de procurar emprego por não acreditar que conseguiriam uma vaga, recuou 11% no trimestre, chegando a 2,7 milhões de pessoas.
A criação de vagas foi impulsionada por três setores:
Administração Pública, Educação e Saúde: mais 522 mil novos postos de trabalho.
Informação, Comunicação e Atividades Financeiras: mais 260 mil novas vagas.
Agricultura e Pecuária: mais 206 mil novos postos.
Apesar da redução da taxa de informalidade para 37,8%, o número de trabalhadores sem vínculo formal aumentou ligeiramente para 38,8 milhões. No entanto, o IBGE ressalta que esse crescimento não teve significância estatística, e a queda na taxa se deve ao aumento de empregos com carteira assinada.
Rendimento e perspectivas
O rendimento médio do trabalhador alcançou R$ 3.484, o maior valor para o trimestre. A massa total de rendimentos, que soma a renda de todos os trabalhadores, cresceu 2,5% em relação ao trimestre anterior, atingindo R$ 352,3 bilhões. A divulgação da pesquisa, originalmente prevista para agosto, foi adiada por 18 dias por problemas técnicos do IBGE.
Com informações de: Agência Brasil











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