PF aponta indícios de participação do deputado Elmar Nascimento em esquema de fraudes na Bahia
- Redação

- 15 de set. de 2025
- 2 min de leitura

A Polícia Federal (PF) reportou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a existência de evidências que ligam o deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) a um esquema de corrupção e fraudes em licitações investigado pela Operação Overclean. O político, no entanto, não foi alvo da quinta fase da operação, deflagrada em julho, após o ministro Nunes Marques rejeitar um pedido da PF para buscas e apreensões, além de bloqueio de bens.
O ministro Nunes Marques seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou os elementos contra o deputado "circunstanciais", não justificando a adoção de medidas coercitivas.
O que a PF descobriu sobre Elmar Nascimento?
As investigações da Operação Overclean, que apura um esquema de desvios de recursos públicos na Bahia, indicam que a empresa Allpha Pavimentações, pertencente aos investigados Alex e Fabio Parente, teria conquistado contratos de R$ 51 milhões em Campo Formoso (BA). A cidade é administrada por Elmo Nascimento, irmão do deputado.
Verbas de emendas parlamentares: O dinheiro para os contratos seria proveniente de emendas enviadas por Elmar Nascimento para obras da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) na cidade.
Manipulação de licitações: Francisco Nascimento (União), primo de Elmar e vereador em Campo Formoso, é suspeito de manipular as licitações em favor da empresa. Durante a operação, a PF encontrou maços de dinheiro escondidos na casa do vereador.
Repasses financeiros: Uma planilha apreendida com Alex Parente sugere repasses de R$ 493 mil a Amaury Albuquerque Nascimento, assessor e primo de Elmar.
Imóvel suspeito: A PF também investiga a compra, por Elmar, de um apartamento de uma das filhas de Marcos Moura, conhecido como o "rei do lixo". A suspeita é que o imóvel tenha sido adquirido por um valor abaixo do preço de mercado.
Reunião em Brasília e a versão da defesa do deputado
A PF mencionou em seus autos um suposto encontro, em 28 de novembro de 2022, em Brasília, que teria contado com a presença de Alex Parente, Elmar Nascimento, e o então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Para os investigadores, a reunião sugere um possível conluio para que a empresa investigada fosse favorecida. As emendas parlamentares de Elmar para a obra teriam sido liberadas cerca de duas semanas após o suposto encontro.
A defesa de Elmar Nascimento nega que o encontro tenha sido para tratar de fraudes. Em nota, a assessoria jurídica do deputado afirmou que o diálogo era "regular" e se referia à organização da inauguração de uma obra já concluída. A defesa também ressaltou que os indícios são "tão frágeis" que a própria PGR se manifestou contra as medidas solicitadas pela PF.
Com informações de: O Antagonista











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