Israel bombardeia Doha e suspende mediação do Catar no conflito com o Hamas
- Redação

- 9 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de set. de 2025

Israel confirmou ter realizado um bombardeio em Doha, capital do Catar, nesta terça-feira, afirmando que o alvo eram chefes do Hamas. O ataque, que segundo a imprensa israelense teria sido aprovado pelos Estados Unidos, teve como resposta a suspensão imediata da mediação catariana nas negociações de paz entre os grupos. O Catar e a ONU condenaram a ação, classificando-a como uma grave violação da soberania.
Ataque de Israel em Doha mira líderes do Hamas
De acordo com o governo israelense, a ofensiva foi coordenada pelo Shin Bet, a agência de inteligência do país, com o apoio da Força Aérea. Jatos israelenses teriam utilizado munições de precisão para atingir uma reunião da cúpula do Hamas em solo catariano.
A mídia de Israel, por sua vez, noticiou que um dos alvos seria Khalil Al-Hayya, principal negociador do Hamas. No entanto, fontes internas do grupo terrorista, em entrevista à Reuters, negaram que a delegação tenha sido atingida. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a operação foi de total responsabilidade de Israel.
Repercussões do ataque e reação de mediadores
O ataque gerou uma forte reação internacional. O Catar, que tem sido um mediador crucial entre Israel e Hamas, condenou a ofensiva, classificando-a como um "ato covarde" e uma "violação flagrante das leis internacionais". Como consequência, o país anunciou a suspensão temporária de sua participação nas negociações de paz.
O diretor-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou, chamando o ataque de "violação da soberania territorial". O Irã, que já vinha criticando a ofensiva israelense, reforçou sua posição contrária.
A Embaixada dos EUA no Catar emitiu um alerta de segurança para cidadãos americanos, orientando-os a buscar abrigo, o que reforça a tensão na região. Vídeos e relatos de fumaça em Doha circularam nas redes sociais, embora não houvesse informações oficiais sobre vítimas ou danos até o momento.
Com informações: G1








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