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Julgamento de Bolsonaro no STF: placar está 2 a 1 após voto de Fux

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 10 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Bolsonaro em prisão domiciliar.
Foto: REUTERS

O julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), que apura a participação dele e de outros sete réus em uma suposta trama golpista, tem um placar parcial de 2 a 1 pela condenação do ex-presidente. A votação foi marcada pelo voto do ministro Luiz Fux, que decidiu pela absolvição de Bolsonaro, contrariando os votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que votaram pela condenação.


O Voto de Luiz Fux pela Absolvição


Com uma manifestação de mais de nove horas, o ministro Luiz Fux votou para absolver Jair Bolsonaro. Ele argumentou que não há provas suficientes que liguem o ex-presidente ao uso da "Abin paralela", aos ataques ao sistema eleitoral e, principalmente, à tentativa de golpe de Estado. Fux também considerou que não há evidências de que Bolsonaro soubesse do "Plano Punhal Verde e Amarelo", que, segundo as investigações, visava assassinar autoridades.


Além disso, Fux:

  • Votou pela absolvição do almirante Almir Garnier.

  • Condenou o tenente-coronel Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado democrático de direito, mas o absolveu dos crimes de golpe de Estado e de dano ao patrimônio público.

  • Questionou a competência do STF e da Primeira Turma para julgar o caso, defendendo que os réus não tinham mais foro privilegiado.


Os Votos de Moraes e Dino pela Condenação


O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação de todos os oito réus. Ele afirmou que há "excesso de provas" que demonstram a existência de uma organização criminosa liderada por Bolsonaro, com o objetivo de subverter a ordem democrática. Moraes citou documentos, agendas, diálogos e eventos públicos para sustentar a acusação, rechaçando todos os argumentos das defesas.


Moraes também:

  • Defendeu a validade da delação premiada de Mauro Cid, classificando como "litigância de má-fé" as tentativas da defesa de anular o acordo.

  • Alegou que a tentativa de golpe, por si só, já configura o crime, independentemente de ter sido concretizada.

  • Afirmou que as reuniões de Bolsonaro com embaixadores e com a Força Armada foram "atos executórios" da trama.


O ministro Flávio Dino acompanhou o voto de Moraes, também defendendo a condenação de todos os réus. Ele reforçou que o julgamento não é político e que as Forças Armadas não estão sendo julgadas. Dino divergiu apenas na dosimetria da pena, sugerindo que alguns réus, como Alexandre Ramagem e Augusto Heleno, teriam uma participação de menor importância no plano.


Próximos Passos no Julgamento de Bolsonaro


Espera-se que o julgamento seja concluído ainda nesta semana. Após os votos dos ministros, a Corte irá deliberar sobre as penas, caso haja condenação. Se a condenação for confirmada, as penas máximas somadas para Bolsonaro podem ultrapassar 40 anos de prisão.


Com informações de: BBC

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