Lula responde a Trump: “O Brasil não deve nada a ninguém” após ameaça dos EUA
- Redação

- 10 de set. de 2025
- 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula respondeu a Donald Trump e às ameaças feitas pelos Estados Unidos, afirmando que o “Brasil é soberano e dono do nosso nariz”. A declaração do presidente brasileiro ocorre um dia depois de uma porta-voz da Casa Branca afirmar que os EUA não hesitarão em usar seu “poder econômico e militar” para defender a “liberdade de expressão” em outros países.
Declaração de Lula e a Interligação Energética
Durante a cerimônia de energização do Linhão de Tucuruí, que conectou Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o presidente Lula disse que Trump não deveria “ficar brigando com a gente”. Ele ironizou, sugerindo que o ex-presidente americano deveria vir ao Brasil para conhecer o sistema energético.
Lula ainda reforçou a soberania do país: "Ao invés de o Trump ficar brigando com a gente, devia vir conhecer nosso sistema interligado... Somos um país soberano e donos do nosso nariz.” O presidente também defendeu a ideia de expandir a interligação energética para outros países da América do Sul.
Com a interligação, a expectativa é de uma economia mensal de R$ 45 milhões na Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) de Roraima, o que reduzirá os custos para os consumidores de energia em todo o país.
O Contexto das Ameaças dos EUA
As declarações da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, vieram em meio ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura a participação de Jair Bolsonaro e outros réus em uma suposta trama golpista.
A porta-voz afirmou que a liberdade de expressão é uma “prioridade para a Administração” e mencionou sanções anteriores impostas ao Brasil, como a Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes e a taxação de 50% sobre produtos brasileiros, como forma de “garantir que países ao redor do mundo não estejam punindo seus cidadãos dessa forma”.
O julgamento de Bolsonaro no STF já tem dois votos pela condenação, dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, com o voto divergente de Luiz Fux pela absolvição. O caso segue em andamento, e a expectativa é de que a Corte conclua a análise ainda nesta semana.
Com informações de: NSC











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