Queda da violência: Manaus registra mês sem assaltos a ônibus pela primeira vez em décadas
- Redação

- 3 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Manaus alcançou um marco histórico na segurança pública em agosto de 2025: a capital amazonense não registrou nenhum assalto em ônibus ao longo de todo o mês. Esse feito, inédito em décadas, é resultado de uma força-tarefa coordenada entre o Sinetram, a Prefeitura de Manaus e diversas forças de segurança.
A integração de esforços e o uso estratégico de tecnologia foram cruciais para a mudança de cenário. Se em 2018 a cidade chegou a ter mais de 1.200 roubos em coletivos no ano, e em 2021 eram mais de 100 por mês, agora a realidade é de uma redução progressiva e sustentável da violência no transporte público.
Estratégias que acabaram com os assaltos a ônibus em Manaus
A conquista de "zero assaltos" em agosto é atribuída a uma série de ações conjuntas e inovadoras. O Sinetram investiu em tecnologia para mapear áreas e horários de risco em tempo real, compartilhando esses dados diariamente com as forças de segurança.
Polícia Militar (PM): Direcionou patrulhamento para as rotas e horários mais vulneráveis.
Ronda Ostensiva Municipal (ROMU): Intensificou a presença em terminais, estações e durante as viagens, com abordagens táticas e rondas preventivas.
Polícia Civil (PC) e NURRC: Através do Núcleo de Roubos a Coletivos, intensificou investigações e operações de inteligência que identificaram e desarticularam quadrilhas especializadas.
Essas táticas garantiram uma atuação preventiva e estratégica, que culminou no resultado histórico de agosto, demonstrando que a colaboração entre as autoridades é a chave para o sucesso.
Modernização da bilhetagem e a redução do dinheiro vivo
Outro fator determinante para a redução dos assaltos a ônibus em Manaus foi a modernização do sistema de bilhetagem. O Sinetram implementou meios de pagamento digitais e sem contato, como aplicativos, cartões e QR Codes. Hoje, mais de 85% dos passageiros já utilizam essas tecnologias, reduzindo drasticamente a circulação de dinheiro vivo dentro dos coletivos.
A biometria facial, também integrada ao sistema de bilhetagem, não apenas coíbe fraudes, mas auxilia as forças de segurança na identificação de suspeitos. Essa medida desmotivou a ação de criminosos, que agora encontram menos lucro nos roubos, e ampliou a sensação de segurança de passageiros e trabalhadores do sistema.
Apesar do marco, o presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, ressalta que o trabalho de prevenção continua para consolidar a segurança e eficiência do transporte coletivo.
Com informações de: A Crítica











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