Plano de Paz para Gaza: EUA e Israel Anunciam Proposta; Hamas Avalia Termos
- Redação

- 29 de set. de 2025
- 3 min de leitura

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciaram um detalhado plano de paz para a Faixa de Gaza, endossado por nações árabes e europeias. A iniciativa, revelada após uma reunião na Casa Branca, estabelece condições firmes para o fim imediato das hostilidades, incluindo a libertação de todos os reféns israelenses e a destruição da infraestrutura militar do Hamas. O grupo palestino, classificado como terrorista, declarou estar avaliando os termos do acordo EUA-Israel.
O anúncio histórico ocorre em um momento de intensa pressão sobre Netanyahu, que enfrenta protestos domésticos pela libertação dos reféns e a crescente onda de reconhecimento do Estado da Palestina por potências como França, Reino Unido e Canadá. O presidente Trump, por sua vez, reforçou seu apoio à iniciativa, declarando que "Hoje é um dia histórico para a paz".
O que Propõe o Plano de Paz para Gaza? Os Principais Pontos
O documento divulgado pela Casa Branca estabelece uma série de medidas escalonadas visando a normalização da região, com forte enfoque na desmilitarização de Gaza e na segurança de Israel. A proposta EUA-Israel inclui:
Suspensão e Reféns: Cessar-fogo imediato e libertação de todos os reféns israelenses (vivos ou mortos) em um prazo de até 72 horas.
Libertação de Prisioneiros: Em troca, cerca de 2 mil prisioneiros palestinos serão libertados.
Anistia e Desarmamento: Membros do Hamas que se comprometerem com a paz serão anistiados, mas deverão entregar as armas. Toda a infraestrutura do grupo deverá ser destruída.
Segurança e Transição: Implementação de uma força militar internacional em Gaza para garantir a segurança e o estabelecimento de um governo de transição composto por palestinos e especialistas internacionais.
Conselho de Supervisão: Esse governo responderá a um Conselho da Paz liderado por Donald Trump, com participação de líderes como o ex-premiê britânico Tony Blair.
Com a implementação do plano, as tropas israelenses iniciarão uma retirada gradual da Faixa de Gaza.
Reconstrução e o Futuro do Estado Palestino
O acordo Israel-Hamas mediado pelos EUA não se limita ao campo militar. A proposta também garante o ingresso maciço de ajuda humanitária e investimentos para a reconstrução da região devastada pelo conflito.
Além disso, o plano prevê que discussões sobre a formação de um futuro Estado Palestino ocorrerão somente após a Autoridade Palestina, que atualmente administra a Cisjordânia, passar por reformas significativas. O texto é enfático: o Hamas não terá papel algum no futuro político de Gaza.
Netanyahu Agradece e Envia Aviso ao Hamas
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu expressou total apoio à iniciativa de Trump, a quem chamou de "o maior amigo que Israel já teve na Casa Branca". Ele enfatizou, contudo, que a rejeição da proposta pelo grupo terrorista resultará na continuidade da ofensiva militar israelense.
"Isso pode ser da maneira mais fácil ou da maneira mais difícil, mas será feito", declarou Netanyahu, em clara referência à destruição total do grupo Hamas caso o acordo não seja aceito.
Reação Internacional à Proposta de Paz
Os mediadores Catar e Egito transmitiram os termos da proposta ao Hamas, que informou estar em fase de avaliação. A Autoridade Palestina manifestou apoio, e as reações internacionais foram amplamente positivas.
Em comunicado conjunto, países árabes-chave como Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Egito e Catar declararam-se prontos para implementar o acordo. Itália, França e Reino Unido também endossaram a iniciativa.
Com informações de: Jornal Nacional











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