Polilaminina: medicamento inédito que restaura movimentos após lesão na medula espinhal
- Redação

- 15 de set. de 2025
- 2 min de leitura

Um novo medicamento desenvolvido por pesquisadores brasileiros, a polilaminina, demonstrou a capacidade de restaurar o movimento em pacientes que ficaram paralisados após sofrerem lesões na medula espinhal.
Produzida em parceria entre o laboratório Cristália e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a substância representa uma grande esperança para a recuperação de pessoas com paralisia decorrente de acidentes, quedas ou outros traumas.
O que é e como a polilaminina age na medula?
A polilaminina é uma proteína naturalmente produzida pelo corpo durante o desenvolvimento do sistema nervoso. A descoberta dos pesquisadores da UFRJ revelou que a substância também pode ser obtida a partir da placenta humana. A sua principal função é regenerar as células da medula espinhal que foram danificadas, restabelecendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. Isso permite que a mobilidade seja parcial ou totalmente recuperada.
Vantagens em relação a outros tratamentos
De acordo com Tatiana Coelho Sampaio, bióloga da UFRJ e líder da pesquisa, a polilaminina é considerada uma alternativa mais acessível e segura em comparação com as células-tronco. Os estudos com a proteína estão em um estágio mais avançado e apresentam resultados mais previsíveis, enquanto o uso de células-tronco ainda enfrenta desafios e incertezas após a aplicação.
O tratamento com polilaminina exige apenas uma única dose e é mais eficaz quando aplicado em até 24 horas após a lesão, mas também demonstra benefícios em casos de traumas mais antigos. A substância é seguida de sessões de fisioterapia, essenciais para a reabilitação completa dos pacientes.
Próximos passos e testes clínicos
Em estudos experimentais, cerca de 10 pacientes já conseguiram recuperar seus movimentos, incluindo pessoas com traumas causados por acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo.
Agora, o laboratório Cristália aguarda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 1 dos estudos clínicos. Esta etapa envolverá cinco novos pacientes e será realizada em parceria com o Hospital das Clínicas da USP para as cirurgias e a AACD para o tratamento de reabilitação. O objetivo é atestar a eficácia e a segurança do medicamento para que ele possa ser disponibilizado em hospitais brasileiros.
Com informações de: CNN Brasil











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