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Países do G7 e da Commonwealth reconhecem o Estado da Palestina; entenda as implicações

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 22 de set. de 2025
  • 2 min de leitura
Representante da missão palestina no Reino Unido, Husam Zomlot, segura placa que marcou cerimônia para transformar o prédio da representação em uma embaixada após reconhecimento da Palestina como Estado pelo Reino Unido.
Foto: Toby Melville/ Reuters

Reino Unido, Canadá e Austrália anunciaram o reconhecimento formal do Estado da Palestina, uma decisão histórica que aumenta a pressão internacional sobre Israel para buscar uma solução de dois Estados. Essa medida eleva o número de nações que já reconhecem o território para mais de 140. A notícia ocorre em meio à guerra em Gaza, com o agravamento da crise humanitária e a falta de avanço nas negociações de paz.


O reconhecimento desses três países, membros da Commonwealth e, no caso de Reino Unido e Canadá, do G7, representa uma mudança significativa na política externa dessas nações. A decisão foi anunciada pelos seus respectivos primeiros-ministros, Keir Starmer (Reino Unido), Mark Carney (Canadá) e Anthony Albanese (Austrália), que enfatizaram a necessidade de uma solução pacífica e duradoura para o conflito.


Reconhecimento como ferramenta política e diplomática


O reconhecimento do Estado da Palestina é uma ação política de grande simbolismo. Para os líderes britânicos, o gesto busca "reviver a esperança de paz" e incentivar o diálogo entre palestinos e israelenses. Para o Canadá e a Austrália, o ato reflete seu "compromisso de longa data com uma solução de dois Estados".


A medida, no entanto, é criticada por Israel, que a considera uma "recompensa ao terrorismo" e uma interferência nas negociações. O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ecoou essa visão. Por outro lado, o movimento é visto por diplomatas como um sinal contra a expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia e um endosso às aspirações palestinas por autodeterminação.



Cenário geopolítico: a pressão global por uma solução de dois Estados


O reconhecimento de Países como Reino Unido, Canadá e Austrália se soma aos de outras nações que formalizaram o ato recentemente, como Espanha, Noruega, Eslovênia, Portugal e Brasil. Esse movimento reflete uma mudança de postura global e um crescente descontentamento com a estagnação do processo de paz.


A Assembleia Geral da ONU já havia reconhecido a Palestina como "Estado não-membro" em 2012. Contudo, esforços diplomáticos de peso, incluindo os liderados por França e Arábia Saudita, têm sido cruciais para influenciar mais nações a oficializarem o reconhecimento. No continente americano, apenas os EUA e o Panamá ainda não reconhecem o Estado da Palestina, enquanto na Europa, nações como Alemanha e Itália mantêm essa posição.


Inauguração de embaixada Palestina em Londres: o passo seguinte


Após o anúncio do Reino Unido, a missão diplomática palestina em Londres foi oficialmente transformada em embaixada. O representante palestino, Husam Zomlot, hasteou a bandeira palestina na cerimônia, reforçando o simbolismo do reconhecimento. Para ele, o ato "põe fim à negação do direito inalienável do povo palestino à liberdade e à autodeterminação".


A Palestina busca há anos o reconhecimento pleno como membro da ONU, um passo que foi negado pelo Conselho de Segurança em 2011, mas que ganhou impulso com as recentes ações diplomáticas de diversos países ao redor do mundo.


Com informações de: G1

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