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Tarifaço EUA-Brasil: Haddad Afirma que Taxas Prejudicam Consumidor Americano e Promete Argumentos Fortes

  • Foto do escritor: Redação
    Redação
  • 7 de out. de 2025
  • 2 min de leitura
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (7) que o Brasil apresentará os melhores argumentos econômicos para os Estados Unidos, com o objetivo de reverter o tarifaço imposto a produtos brasileiros. Segundo o ministro, a principal estratégia é demonstrar que as sobretaxas estão encarecendo o custo de vida da população americana, fazendo com que a medida "prejudique mais do que beneficie" o país.


Em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, Haddad ressaltou que a elevação das tarifas afeta diretamente a mesa do consumidor dos EUA, que está "pagando o café mais caro, a carne mais cara" e perdendo acesso a itens brasileiros de alta qualidade, tanto do setor agrícola quanto industrial.


Impacto Econômico e Oportunidades no Tarifaço


Haddad reforçou que a percepção de que as medidas têm sido mais prejudiciais se consolidou nos Estados Unidos nos últimos dois meses. A lista de produtos brasileiros afetados pelas novas barreiras alfandegárias inclui café, frutas e carnes.


Apesar do impasse, o ministro lembrou que os EUA mantêm um superávit comercial com o Brasil e possuem amplas oportunidades de investimento no país, principalmente em áreas estratégicas para a transição energética:


  • Transformação Ecológica e Energia Limpa (eólica e solar).

  • Minerais Críticos e Terras Raras.


Diálogo Diplomático: Negociação Direta entre Lula e Trump


O esforço para reverter o tarifaço EUA-Brasil ganhou um impulso na diplomacia de alto nível. Na última segunda-feira (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por videoconferência com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


Durante o diálogo de 30 minutos, Lula solicitou formalmente a retirada da sobretaxa de 40% aplicada a produtos brasileiros. O presidente Trump designou o Secretário de Estado, Marco Rubio, para dar continuidade às negociações. Ambos os líderes estabeleceram um canal de comunicação direto e preveem um encontro presencial em breve.


Haddad defendeu a estratégia diplomática adotada pelo governo brasileiro, classificando-a como a mais frutífera. O ministro classificou a imposição das tarifas como um "equívoco muito grande", motivado principalmente por desinformação sobre a realidade política do Brasil, que, segundo ele, tem sido alimentada por "grupos de extrema direita brasileiros".


O Contexto das Tarifas Americanas


As sobretaxas ao Brasil são parte de uma nova política comercial da Casa Branca, destinada a elevar barreiras alfandegárias contra parceiros comerciais. A escalada das tarifas contra o Brasil ocorreu em duas fases:


  1. Abril: Uma taxa inicial de 10% foi imposta a países com os quais os EUA mantêm desequilíbrio comercial.

  2. Agosto: Uma tarifa adicional de 40% foi decretada em retaliação a decisões brasileiras que, segundo o governo Trump, prejudicariam grandes empresas de tecnologia americanas (big techs), e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Com informações de: Agência Brasil

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